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CONCEITO: MÚSICA, CINEMA, POESIA E FOTOGRAFIA JUNTOS NUM ÚNICO PROJECTO Rogério Godinho ao criar “ETERNO REGRESSO” teve o objectivo primordial de construir algo estético, poético e harmonioso, tanto a nível musical como de imagem, procurando na simplicidade de cada frame a profundidade das palavras que compõem as letras das músicas. Desde a primeira à última música do CD, está-se a contar uma história com princípio meio e fim, de algo que grande parte das pessoas sente na sociedade actual. O tema é a necessidade de MUDANÇA, de alguém que pretendia dar um novo rumo à sua vida, espreitando novas oportunidades. No fundo, a personagem é alguém que sentia “saudades do futuro”, daquilo que não viveu. Assim, com esta força que vinha do seu interior, decidiu rumar ao Brasil, ao Rio de Janeiro, fazendo essa viagem de barco, inspirado pela força e coragem dos navegadores portugueses, buscando novos desafios e novas sensações. A personagem, ao longo dessa viagem física, vai vivenciando diferentes estados de alma, fazendo diversas viagens psicológicas que a música se encarregará de transmitir. Depois de uma viagem algo atribulada, a chegada ao Rio de Janeiro teve o condão de lhe abrir um novo mundo, cheio de expectativas. Enfim, a mudança que tanto ansiava! Chegara a um Brasil que o arrebatara, pensando ele, naquele momento, que seria a sua casa daí para a frente. Passados alguns anos no Brasil, onde, para além do Rio de Janeiro, esteve também em São Paulo, a personagem sentiu, a certa altura, que o “balão de oxigénio” que a mudança lhe tinha dado, começava a esvaziar-se, passando a sentir, no seu intimo, que, provavelmente, a hora do regresso a Portugal e a Lisboa teria chegado. Maturado este sentimento, decide mesmo dar início à viagem de regresso à “sua” Lisboa. Desta vez, o caminho é feito de forma mais calma, passando pelos mesmos lugares por onde tinha vindo, mas olhando-os de uma outra forma – com o olhar de quem tudo fez para seguir o caminho que considerou ser o melhor, com um sentimento de dever cumprido para consigo mesmo. No fundo, com o olhar de alguém que cresceu e se tornou mais completo como pessoa, depois de todas estas novas vivências, paisagens distintas, cheiros diversos e lidando com pessoas diferentes, com conceitos de vida distintos mas, simultaneamente, com muito em comum. A história termina com a chegada a Lisboa, voltando ao Fado com que tudo começou, num Eterno Regresso ao que sempre foi, porque, no fundo, todos “somos o que a memória deixa”...

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